TIPOS DE COBERTURAS
Coberturas Acessíveis
Coberturas acessíveis à circulação e permanência de pessoas - Lajetas pré-fabricadas
A protecção das coberturas acessíveis deve ser constituída por lajetas de betão sobre apoios pontuais com uma altura mínima de 20 mm e dimensionados de modo a que a pressão de contacto sobre as placas de isolamento térmico seja inferior à resistência à compressão para uma deformação por fluência inferior a 2%, ou seja, 130 kPa (fig. 1).

As lajetas deverão ser colocadas sobre os suportes formando juntas abertas entre si, de modo a permitir qualquer dilatação e facilitar a drenagem da água, assim como permitir também a ventilação do espaço de ar sob as referidas lajetas.
Em alternativa, poderão ser consideradas lajetas assentes numa camada de 20 mm de gravilha aplicada sobre um feltro sintético não-tecido com 100 a 150 g/m2, ou lajetas de betão providas de rasgos na face inferior que permitam o fácil escoamento das águas pluviais.
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Coberturas acessíveis à circulação e permanência de pessoas - Revestimentos aderidos
A utilização de revestimentos assentes em betonilhas ou argamassas como protecção pesada das placas de isolamento térmico, exige um importante conjunto de cuidados. Efectivamente, a utilização de camadas contínuas sobre as placas de isolamento térmico não é admissível, uma vez que camadas contínuas constituídas por argamassa ou betonilha poderão funcionar como barreira pára-vapor, implicando uma forte pressão de vapor com origem em humidades que possam penetrar no sistema (por capilaridade). Como consequência, podem verificar-se uma absorção de água adicional nas placas de isolamento, bem como uma tendência de fissuração da superfície de revestimento e acabamento.
Por outro lado, um sistema contínuo indevidamente aplicado, agrava esta tendência de fissuração, dadas as acções a que estará sujeito por via dos diferenciais de temperatura. Assim, como forma de serem utilizados sistemas de revestimento aderidos deverão ser observados os seguintes requisitos (fig. 2):
- A utilização de uma camada de dispersão de vapor entre as placas de isolamento térmico e a massa de assentamento do revestimento. Esta camada poderá ser constituída por uma camada de seixo ou brita, com 20 mm de espessura; ou por uma manta drenante, que não constitua barreira pára-vapor, tenha resistência à compressão suficiente para suportar a camada de argamassa ou betonilha e que constitua zona preferencial de dispersão de vapor de água.
- A argamassa ou betonilha de assentamento do revestimento deve ter uma espessura mínima de 40 mm e ser armada.
- A superfície de argamassa ou betonilha de assentamento do revestimento deve ser esquartelada. Estas juntas de dilatação, que têm como objectivo permitir a evacuação do vapor e possibilitar as dilatações resultantes da temperatura, devem ter uma espessura mínima de 5 a 10 mm e afastamento de 3.0 m.
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Coberturas acessíveis à circulação e permanência de veículos (fig. 3).

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Coberturas Ajardinadas(fig. 4)

A camada drenante, com uma espessura mínima de 100 mm, pode ser realizada com base em materiais granulares, como seixo rolado de granulometria 20 a 30 mm, aplicado sobre feltro sintético não-tecido com 100 a 150 g/m2.
A camada filtrante, que deve assegurar a retenção da camada suporte da vegetação e sobretudo dos seus elementos mais finos, deve ser permeável à água e ter uma boa resistência ao punçoamento e ao rasgamento. A título indicativo, podem-se indicar feltros de fibras de polipropileno ou poliester.
O substrato deve ter uma espessura adaptada ao tipo de vegetação prevista. Em geral, a espessura mínima desta camada é de cerca de 300 mm (fig. 5).

Poderá ainda ser equacionado um sistema extensivo, em que o substrato tem uma espessura que varia entre os 60 e os 120 mm. Neste caso, a vegetação não deverá necessitar de cuidados especiais nem de rega periódica (habitualmente, vegetação rasa).
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Coberturas não transitáveis (visitáveis para manutenção): seixo ou brita
A protecção da cobertura não acessível será constituída por uma camada de seixo rolado lavado de granulometria nominal 20/40 mm (solução preferencial) ou por uma camada de brita lavada de idêntica granulometria. A espessura desta camada de protecção não deve ser inferior a 50 mm. A título indicativo, refere-se que 50 mm de seixo ou brita representam uma carga que pode variar entre os 80 e os 100 kg/m2.

Entre a camada de protecção e as placas de isolamento térmico, deve ser interposto um feltro sintético não-tecido (geotêxtil) de massa compreendida entre 100 e 150 g/m2. Este feltro, que deve ser permeável ao vapor de água e resistente à radiação ultravioleta, tem como funções a protecção mecânica das placas de isolamento em relação ao seixo ou brita, e a filtragem de elementos finos que poderiam acumular-se sobre a impermeabilização e contribuir para a sua degradação (fig. 6).
No caso de estarem previstas zonas de passagem habitual para trabalhos de manutenção, inspecção, etc. deverão ser instaladas lajetas de betão (podendo estar apoiadas sobre distanciadores ou sobre a camada de gravilha). No caso do edifício possuir uma exposição especialmente forte a ventos, ou se for de grande altura, deverá ser aplicada no perímetro da cobertura, assim como nos encontros com elementos singulares uma protecção adicional com lajetas de betão (espessura mínima de 40 mm).
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